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"teu paletó enlaça o meu vestido, e o meu sapato ainda pisa no teu".
(se até chico foi perdoado pela cafonice, por que não seria também eu?)
Eu podia ter escolhido o caos, mas eu escolhi você.
Tive medo de tantas coisas, corri atrás de tantas bobageiras que seria piada na boca de outras pessoas, tentei escapar das escolhas que eu mesma fiz ao longo de todos os anos.
Nada adiantou. Sempre ousei preencher minhas lacunas com tantas outras pessoas.
Eu me esforcei demais pra acreditar que a falta que sentia das nossas conversas eram apenas buracos que podiam ser recheados com qualquer sensação que suprisse o oco, com qualquer palpitação mais indicativa, com aquilo que latejasse no lugar certo, na hora certa e não necessariamente com a pessoa certa. Mas, confesso que fui burra. Porque me fazia de difícil, mas todas as vezes que o sol levantava meio cinza era pra você que eu pensava e ligava. Porque nos dias de chuva era o seu cheiro e o peso do seu corpo no meu que eu queria sentir, e quando a madrugada esfriava e gelava os meus pés, queria só trocar minhas meias por você me abraçando forte e mandando embora as minhas sensações ruins.
A grande verdade de tudo é que me esforcei tanto pra acreditar que você não era o homem da minha vida, porque jamais acreditei em nada tão brega como scarpins caramelo e amores de uma vida inteira.
A minha mania de banalizar sentimentos devia ter te empurrado pra bem longe de mim...
Quando disse que fiz tudo sozinha, que as minhas manhãs continuariam incertas e que a verdade nos meus olhos jamais seria descoberta, eu também estava mentindo.
A covardia não foi capaz de assumir um amor, quem dirá assumir um passo tão nobre para o mundo.
Eu precisava reclamar de tudo, pra acreditar que eu era melhor do que você e, assim, continuar desgostando de você, mas eu não consegui.
Não tenho mais argumentos de negação.
E eu errei em cada pedaço mal contado da nossa história.
Porque no fundo sei que quem conta esses capítulos sou eu, com a minha métrica compassada de quem acha que seu único dom é a palavra.
Mais uma vez errada, então, as minhas palavras acabaram confundindo os caminhos tão claros porque sempre preferi me fechar, e esperar tudo passar.
Ainda que enlouqueçamos, ainda que a vida faça sentido só por alguns segundos e depois não mais, quero me segurar em você até não ter mais encaixe possível, quero suas mãos no meu rosto inteiro pra eu fechar os olhos gigante, pra eu poder chorar até secar a última mágoa na sua camiseta que agora vai ter o meu cheiro misturado no seu, quero que o sol se ponha em silêncio pra os nossos olhos aprendam a falar uns com os outros.
Hoje eu quero o que eu sempre estive procurando por aí, e fingindo não saber que eu sabia.
Eu podia ter continuado na batalha, esperando ligações cheias de frustrações e distâncias pré-estabelecidas.
Podia ter andado em linha reta pra não enxergar você a cada desvio...
Podia ter sido covarde por mais vinte e seis anos,
e mais vinte e seis, pra sempre, mas você transbordou em mim ...
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Bukowski, Fante, Kerouac...todos juntos, ao mesmo tempo, numa golada só. pausa. respira o Caio um pouquinho, porque dói, bem aqui ó. Escrevo. Escrevo. Escrevo. Espera eu morrer... Personagens espalhados, gente gritando, gente feia, gente esquisita. Já te disse que gosto de estranhezas? É. Assim mesmo, dedo torto é um charme. Uns poemas gastos. Corpos, restos, um pouco de amarelo, azul, curry, eu...e você, junta tudo isso aqui, que sai alguma coisa. Hype? Tá de grupo comigo?! Cacete. *****NÃO TRABALHAMOS COM MIGUXÊS ********
Eu mesma e deixa assim, se melhorar, piora, e se mexer, estraga ou vira pó. Deixe estar. Deixe estar. Los é uma boa, Strokes, Last Nite, por favor, tá, Someday. Camille, Ta douleur. Le fil, um pé só. equilibra, vai caiiiiiirrrrr. Opa! Bravo! Gaimoto Cristosso Malaka, só aprendi coisa errada com ex-namogrego, adorava um ditado albanês..."debocha, judia dos infernos". É, até que nos dávamos bem. Salve, salve, sogrego! Um dia acabou, o resto fica como parentes. Glup. Glup. A Elisa butucas lindas verdes é das poucas capixabas gente boa (conheço pouca gente por lá, então dá um crédito, plis), pena que não aparece lá com frequência, deve tá nas zeuropas, catarolando, poetizando, feliz ela lá. feliz eu aqui. Tá, nos vemos qualquer dia desses em Dunas de Itaúnas, e vamos vender salada de fruta. Brigo pra caramba com a mãe da Catarina, mas gosto daquela cachorra, mesmo quando põe estrelinhas no umbigo. Mando o Sputter para a o putaquepariu, risco os cd's da sua bandoca, ouça: The Honkers, baianos roqueiros e cantam em inglês, maior influência...Billy Childish, é eu tenho que gostar desses caras, gostam DO CARA, anota aí vai...THE HONKERS, vai lá no soulseek, procure pelo HonkerBoy, satisfação garantida, ou seu dinheiro de volta. Pretty Punk Girl impregnou tudo aqui, música dos infernos, se não morássemos tão longe...Eu quero ir para a cidade baixa e ver o Sputter e suas "N" bandas, eu quero ver um poema nascer, porque ele lota a minha caixa de e-mails, como se fosse uma crítica literária. Baby, não mais literatura, não assim, o gosto é ruim, eu sei que é, é meu, e tá ainda aqui na fundo da língua, e tenho mania irrecuperável de escrever ",e". Leio, gosto, e só. E, caso fique quieta, e sorrir de canto, é que gostei mesmo, de você, da poesia, de tudo mais. Não queira ver as minhas tantas outras caras, não são legais. Deixa essa aqui, que é até bonitinha. Pipa. Pipoca. Potinhos. "Gente em conserva", queria ser uma. Gatos. Cavalos. Zéfiro é o pocotó, Sputter (miau, gato, bichano, macho e existe, tão vagabundo quanto o Sputter de cima, ambos me azucrinam da mesma forma, um faz "miauuu", outro faz: "...porra mulher, cadê você na Bela Cintra, tamos aqui, o Tucori também tá aqui! Só nesse final de semana, acha o caminho, entra no site, tem um mapa, se vira, pega um taxi, essa cidade não vai te engolir, vamos cair de boca nela, daí na segunda vamos embora e não olhe nunca para trás, vira estátua de sal, PROCK. CRECK. Curioso só de fode!"...enquanto isso, meu coração mora em Canoas, e escreve outro livro, o primeiro é: "Sobre o Gostar", o próximo: "A garota que encantava o Carbolithium", roubador de vida, da minha, da sua, e não fale com ele! Ixi, já tá na linha...fudeu. Já é. Agora é livro, e você nem vai saber, a não ser que compre! E, isso é legal, porque ele me prometeu o céu também, e o Amor? Tá aqui, guardadinho, é meu, e ninguém toma nada de mim. "Poderosa viciante, mas não faz mal, meu docinho", cubro minhas melenas galegas, eu gosto é de cabelo preto. ora vermelho, depende do humor. Falando nisso...Bipolar, conheci as pessoas mais legais do mundo no furação, e o inferno é bem lá, mas dá pra ter momentos bons, dá pra virar os olhinhos. Amo Dr. Maurício Escocard, responsável por me manter sã (rá, que coisa), acho muita graça quando me pergunta: "Como vai a minha mente para doutorado?", mal doutor, muito mal doutor, tô perdendo a memória. Passei a escrever diários depois dessa condição nova (nem mais tão nova assim...os anos passam). Gosto do passado, gosto mesmo. Gosto também de epitáfios: "Don't Try", as luvinhas de boxes...Eu gosto de pouca coisa, mas com sustância, já dizia a minha vó, de boba ela não tem nada. Um dia largo tudo e vou embora pra Canoas, com licença poética Tio Bandeira " ...lá sou namorada do rei (são tantas emoções), tenho o homem que quero, na cama que escolherei. Vou me embora para Canoas...Vou me embora para Canoas....faz conexão em Salvador? Vira...Vira...Vira...Seu Piloto! É só pra dar um "Oi", pro meu irmamigo, juro é coisa rápida!".
Agora foi. Saltou bem bonitinho.
O básico: Goreti Maia. 26 anos. Campista (RJ). Universitária, curso Arquitetura e Urbanismo na FAFIC. Colecionadora, restauradora e customizadora (tudo "dora") de bonecas (Blythe's). Só.
"me faz chorar...e é feito pra rir", trata-se de uma trecho da música "Cher Antoine", do Los Hermanos - uma bandoca que gosto muito. É apenas um blog pessoal com ensaios antigos (ou novos), talvez alguns poeminhas, nada mais. Blog é blog, blogar-me-ei por aqui até quando der na telha.
Cristiano Pluhar
Mulher Vitrola
Clarah Averbuck
...poucos, mas com sustância.